INTERAÇÃO DA AYAHUASCA NO DNA
Também é objeto de estudo científico a interação da Ayahuasca no DNA humano. O vencedor do Prêmio Nobel pelo seu trabalho sobre a molécula do DNA, Francis Crick, afirma que embora atualmente somente conheçamos 3% do nosso DNA não há tempo suficiente na existência humana para a evolução que o DNA desenvolveu.
O que acontece conosco em estado meditativo, inclusive o induzido pela Ayahuasca, normalmente não é acessível porque é dificultado pelo cotidiano ajustado e concentrado em sobreviver fisicamente. O Estudo de Jeremy Nobis no DNA traz a noção de que pode haver a informação, a conexão direta com outro nível de realidade que de fato nos penetra e envolve, codificada em nosso DNA, e, que quando entram em estado meditativo têm notavelmente uma unicidade não-física que a ciência convencional não identifica como real.
A melhor explicação é que na verdade são reais, acessadas através de uma codificação, contendo um corpo de informações que podemos acessar apenas em estado meditativo, de modo que o único lugar onde poderia estar armazenado seria o DNA, que é o mecanismo que une a todos e explicaria porque as pessoas a 35.000 anos atrás e as pessoas de hoje compreendem as mesmas coisas em estados expandidos de consciência: porque eles compartilham as informações que estão escritas em seu DNA de alguma forma.
O cientista que estudou o DNA identificou que, diferentemente do que pensava a ciência moderna em seu projeto Genoma, o que é conhecido que está armazenado em nossos genes se refere a apenas cerca de 3% do DNA, de modo que todo o resto do DNA que foi ignorado pelo estudo do Genoma, e, tratado como "DNA Lixo", como se estivesse ali acidentalmente, em verdade é DNA onde parece haver uma estrutura linguística profunda escondida.
Se tomarmos um grande texto, e, contarmos o número de palavras nele, veremos que algumas palavras ocorrem com mais frequência, e, que há um "eu", resultando em uma linha reta que produz um gráfico específico de relação matemática entre a palavra e sua frequência, isso ocorre em todas as línguas, e esta estrutura matemática oculta é idêntica no DNA humano que erroneamente foi considerado "DNA Lixo" pela ciência tradicional mas não é encontrada nos 3% que eles consideram como DNA.
O cientista observou que esta peculiaridade, de haver algum tipo de mensagem em nosso DNA que estamos acessando em estado meditativo, explicaria estas semelhanças extraordinárias em estado expandido de consciência. Francis Crick era Ateu antes destes estudos, não acreditava existir algo além da matéria, mas, descobriu a estrutura de dupla hélice do DNA através de uma visão em estado expandido de consciência na década de 50.
É tecnicamente possível gravar informações no DNA, e, há informações gravadas que podem ser acessadas em estado meditativo, e, talvez, as compreensões obtidas em meditações, inclusive com Ayahuasca, podem estar gravadas no nosso "DNA lixo" que só pode ser acessado em consciência expandida, de modo que o que miramos em uma experiência meditativa não nos pertence, mas, sim, ao DNA que é comum a todos desde os antepassados, e, por isso, acessamos estas informações coincidentes que nos permitem compreender a unicidade, a ausência de dualidade, e, encontrar a harmonia através do estado meditativo.
Publicado, ainda, na revista Frontiers in Psychology, o estudo que investigou a semelhança entre as características do estado meditativo que a Ayahuasca auxilia a atingir e o estado que é experienciado por quem passa por Experiências de Quase-Morte (EQM), ambos em virtude da ativação da dimetiltriptamina (DMT).
Os cientistas do Imperial College London, no Reino Unido, realizaram testes em 13 voluntários com o DMT ativado. Eles responderam um questionário com perguntas como "cenas do passado foram revisitadas para você?” e “você viu ou se sentiu cercado por algo luminoso?”. As reações deles foram comparadas com as EQMs de 67 pessoas.
As afinidades entre as respostas confirmaram a evidência de que o estado meditativo mediante o DMT ativado através da administração da Ayahuasca é semelhante ao de uma EQM. “Nossas descobertas mostram uma semelhança entre os tipos de experiências que as pessoas têm quando tomam DMT e as que relataram ter vivido uma EQM”, disse Chris Timmermann, autor da pesquisa, para a Newsweek.
O cientista e professor David Nutt também contribuiu com o estudo, e, afirmou que os dados coletados sugerem que "os conhecidos efeitos de mudança de vida do DMT e da EQM podem ter a mesma base neurocientífica" e Robin Carhart-Harris, líder do grupo de pesquisas do Imperial College, comentou: "o DMT permite estudar e, assim, entender melhor a psicologia e a biologia da morte".
Mesmo com esses resultados, os estudiosos notaram que havia algumas diferenças sutis entre o estado meditativo e a EQM, pois, as pessoas que estiveram em estado meditativo foram mais propensas a descrever "entrei em um reino sobrenatural", enquanto os da EQM disseram "cheguei a um ponto sem retorno". Timmermann, o autor da pesquisa, pretende dar continuidade aos estudos, e, afirmou "Esperamos realizar mais estudos para medir as mudanças na atividade cerebral que ocorrem quando as pessoas tomam o composto".
Também há instituições universitárias com projetos de pesquisa em desenvolvimento, investigando o potencial da Ayahuasca. O neurocientista brasileiro Dráulio Barros de Araújo, do Instituto do Cérebro da UFRN; o neurocientista Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e, o Instituto D’or de Pesquisa e Ensino, encontraram evidências de que a Ayahuasca estimula a formação de novas células neurais humanas.
O psiquiatra Luiz Fernando Tófoli coordena na Unicamp grupos de pesquisa sobre propriedades curativas da Ayahuasca no auxílio ao tratamento dos adictos. O potencial da Ayahuasca é ilimitado, assim como é o da meditação. No campo da psicologia e psicanálise a Ayahuasca desperta também bastante interesse da Psicologia Transpessoal, pois um dos efeitos é facilitar a meditação e o autoconhecimento.
Na II Conferência Mundial da Ayahuasca, ocorrida em 2016 na capital do Acre, cientistas e terapeutas apresentaram resultados parciais de suas pesquisas, englobando o uso da Ayahuasca contra estresse pós-traumático; no combate da drogadição; e, para reabilitação e ressocialização de presidiários.
Há ainda estudos sobre os efeitos antitumorais. A harmina diminui a proliferação de vasos sanguíneos ao redor de tumores, diminuindo a proliferação de células cancerígenas e ativa vias de apoptose. No local do tumor, a DMT é transportada para o interior das células através dos transportadores SERT e VMAT2.
Com a ação das beta-carbolinas inibindo a enzima MAO, o DMT interage com o receptor intracelular sigma-1. Após a ativação, este receptor atua mediando influxo de cálcio na mitocôndria e modulando diversos canais iônicos na membrana celular. O influxo de cálcio na mitocôndria atenua o efeito Waburg, equilibrando o metabolismo enérgico da célula. Com a entrada suficiente de cálcio na mitocôndria, também ocorre a ativação do PTP, induzindo apoptose, que é um tipo de morte programada extremamente importante para organismos multicelulares, pois permite a eliminação de células infectadas ou com problemas.
